A linguagem da Luz

01-05-2024

Em Janeiro de 2013 grandes mudanças ocorriam na minha vida, sendo uma delas os efeitos da minha primeira iniciação no Reiki. Estava entre Portugal, Berlim e Graz, com o livro de Apolónio de Tiana nas mãos, o Nuctemeron, em intensos ensaios para um concurso de Lied, cumprindo à regra os 21 dias de Reiki, impondo as mãos e abrindo o meu corpo a um novo estado de percepção. Uma amiga minha por volta de 2008 perguntou-me, porque não fazes a iniciação de reiki? Eu respondi: quando eu a fizer vou explodir. E sim, assim foi, o meu campo criativo sofreu um boom difícil de conter que me levou depois a um certo tempo de dispersão, que depois se "arrumou" graças ao canto lírico (grande história para contar esta, para outra altura).

Estava no meu apartamento em Berlim no vigésimo primeiro dia, sozinha, no centro de um quarto enorme, e decidi intuitivamente no final entoar uma melodia diretamente a partir do coração. A sensação que se manifestou foi nova, como se tivesse um outro coração dentro do meu coração e foi então que surgiu uma linguagem intuitiva, e ante os meus olhos, no campo subtil, vi uma índia rodeada de crianças. Continuei a cantar sem saber o que dizia (nessa altura nunca tinha ouvido falar de linguagem da luz). Todo o meu corpo transpirava e eu deixei-me afundar na experiência. Essa linguagem nunca mais me abandonou, na altura eu dizia que era a linguagem da água. Comecei a fazer concertos com essa língua e quando me perguntavam o que significava respondia, "não sei, é uma língua inventada, mas é sobre água". 

Que água? A água nos seus múltiplos estados no vasto campo do universo. Uma água que nos permite permear as subtis camadas dos corpos para nutrir a integração das várias faces e formas do nosso Ser, de um modo misterioso. Entendi ao longo da minha experiência que o mais importante não é a tradução direta (embora já me tenha acontecido, de forma acidental...outra grande história). O mais importante na minha experiência é o efeito da ressonância sonora no corpo, um veículo que impõe sobre os tecidos visíveis e invisíveis uma vibração tão pura quanto possível (quando vinda do coração) atraindo patamares da Sabedoria Universal praticamente impossíveis de alcançar na linguagem humana. É enfim, um efeito vibratório, que nutre a saúde da integração dos corpos físico, mental, emocional e etérico à Luz do grande círculo Intutivo onde a morada do nosso Ser está no continuum ... na espiral de expansão em direção à Fonte. 

No meu caso, e mais especificamente, a linguagem da Luz tem sido uma aliada de conexão à Consciência Crística, à luz da origem estelar que é desígnio da Missão de Vida. No final de 2016 gravei um improviso nessa linguagem, e no centro dos cerca de 6 minutos eis que surge a palavra Maria. eu sabia para quem cantava, cantava para o centro do Coração compassivo, fonte de cura, salvação, a magnífica providência cósmica, a magnífica sabedoria! Maria ganhou uma forma dentro de mim muito difícil de traduzir em palavras nos últimos 11 anos. Ela é como aquele coração dentro do meu coração que inicia, abre, abre, abre, abre sem parar um Caminho fundado numa sólida fé até à essência. Uma Fé que expande as várias inteligências do Ser, bebendo de todas as fontes de ensinamento planetário e cósmico, pois Maria é Sabedoria e não se fecha nem em idades, nem em credos. A substância que vibra neste Nome está ao serviço da abóbada celeste Planetária que mantém a Palavra da Paz num sistema de grades que se fortalece a cada dia que passa, pois são imensos os seres a cumprir a sua Missão na Terra e para com a Terra! Sei que cantar para esta Maria é o mesmo que cantar para o Coração do Grande Sagrado Feminino Universal, onde todos os nomes vibram, como Kuan Yin, Magdalena, Ísis e tantos outros ... círculos dentro de círculos até à manifestação do Feminino na Terra para o salutar equilíbrio de todas as formas de ação e comunicação! As estruturas renascem à Luz desta excelsa energia feminina, o equilíbrio entre feminino e masculino na Terra é um maravilhoso e imperecível destino.